Estudo epidemiológico, clínico e microbiológico prospectivo de pacientes portadores de fraturas expostas atendidos em hospital universitário
- Autor(es):
Müller, Sérgio Swain;
Sardenberg, Trajano;
Pereira, Gilberto José Cação;
Sadatsune, Terue;
Kimura, Edgar Eiji;
Novelli Filho, José Luiz Villas Boas.
- Fonte:
Acta Ortopédica Brasileira; volume 11, número 3, páginas 158-169. Agosto 2003.
- Assuntos:
Fratura exposta;
Cirurgia;
Epidemiologia;
Quimioterapia;
Infecção dos ferimentos.
- Resumo:
Foram estudados 117 pacientes com fraturas expostas, submetidos a protocolo para identificação do paciente e características do trauma, internados para tratamento cirúrgico, durante um período de dois anos. A avaliação microbiológica da ferida foi realizada em 45 pacientes antes do desbridamento cirúrgico, com predomínio dos germes gram positivos. A antibioticoterapia foi utilizada profilaticamente em todos os pacientes, podendo, no entanto, ser melhor padronizada. O perfil da maioria dos pacientes da amostra foi: sexo masculino, branco, casado, com idade entre 21 e 30 anos, trabalhador industrial com Primeiro Grau completo, vítima de acidente de automóvel ou motocicleta. As fraturas foram agrupadas segundo a classificação de Gustilo, sendo que a maioria dos casos encontrados foram do tipo III. Os índices de infecção estiveram relacionados ao grau da classificação, sendo mais freqüente no tipo III. No entanto, o estudo também revelou índice elevado de infecção no tipo II, comparado com a literatura. O tempo médio de exposição foi de cinco horas e trinta e nove minutos, sendo o fixador externo o meio de tratamento mais utilizado. Foi também avaliada a freqüência de politraumatizados, 15%. O período de internação foi em média de 9,14 dias, com uma média de aproximadamente oito retornos por paciente nos ambulatórios. As principais complicações foram a infecção e a pseudoartrose, sendo a tíbia o osso mais acometido.
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