Estudos biomecânicos da ação de aderências sobre anastomose cólica: trabalho experimental em ratos
- Autor(es):
Feng, Chung Wu (Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas. Departamento de Cirurgia. Serviço de Colo-Proctologia);
Ayrizono, Maria de Lourdes Setsuko (Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas. Departamento de Cirurgia. Serviço de Colo-Proctologia);
Fagundes, João José (Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas. Departamento de Cirurgia. Serviço de Colo-Proctologia);
Coy, Cláudio Sadi Rodrigues (Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas. Departamento de Cirurgia. Serviço de Colo-Proctologia);
Góes, Juvenal Ricardo Navarro (Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas. Departamento de Cirurgia. Serviço de Colo-Proctologia);
Leonardi, Luis Sérgio (Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas. Departamento de Cirurgia. Serviço de Colo-Proctologia).
- Fonte:
Acta Cirurgica Brasileira; volume 18, número 3. Junho 2003.
- Assuntos:
Cicatrização;
Cólon;
Aderências;
Anastomose;
Biomecânica.
- Resumo:
OBJETIVO: Avaliar a ação de aderências sobre anastomose em cólon descendente de ratos por meio de análises biomecânicas. MÉTODOS: Noventa ratos foram distribuídos igualmente em três grupos. O Grupo 1 submeteu-se ao teste Pressão de Ruptura à Distensão por Líquido, enquanto que os Grupos 2 e 3, aos testes Força de Ruptura à Tração e Tensão Resultante Final de Ruptura à Tração, respectivamente. Cada grupo foi subdividido em 3 subgrupos contendo 10 animais. Um subgrupo foi analisado com as aderências deixadas intactas ao redor da anastomose; em outro, as aderências foram removidas, enquanto no último não se permitiu a fixação de aderências nas anastomoses por meio de proteção com película de polivinilcloreto (P.V.C.). RESULTADOS: A eutanásia ocorreu no quinto dia pós-operatório e os subgrupos com as aderências intactas nas anastomoses apresentaram maior resistência à ruptura em relação aos subgrupos com aderências removidas. Os subgrupos com ausência de aderências nas anastomoses apresentaram menor resistência à ruptura (Grupo1-p=0,0001, Grupo 2-p=0,0003 e Grupo3-p=0,0001). CONCLUSÃO: Aderências constituem influências benéficas sobre a anastomose, aumentando a sua resistência mecânica na fase inicial do reparo tecidual.
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