Evolução materna na síndrome HELLP exigindo cuidado intensivo num hospital da Turquia
- Autor(es):
Osmanagaoglu, Mehmet Armagan (Karadeniz Technical University. School of Medicine. Department of Obstetrics and Gynecology);
Osmanagaoglu, Selen (Karadeniz Technical University. School of Medicine. Department of Anesthesiology and Reanimation);
Ulusoy, Hülya (Karadeniz Technical University. School of Medicine. Department of Anesthesiology and Reanimation);
Bozkaya, Hasan (Karadeniz Technical University. School of Medicine. Department of Obstetrics and Gynecology).
- Fonte:
Sao Paulo Medical Journal; volume 124, número 2, páginas 85-89. 2006.
- Assuntos:
Mortalidade materna;
Pré-eclâmpsia;
Síndrome HELLP;
Cuidados intensivos;
Gravidez de alto risco.
- Resumo:
CONTEXTO E OBJETIVO: Apesar do desenvolvimento de instalações terciárias de cuidado e tratamento intensivo e de técnicas avançadas de transfusão de sangue, desordens hipertensivas da gravidez são a causa principal de mortalidade materna na maioria dos países. Nosso objetivo foi determinar o resultado materno nas gravidezes complicadas pela síndrome HELLP (hemólise, enzimas hepáticas elevadas e contagem de plaquetas baixa) que exigiram cuidados intensivos. TIPO DE ESTUDO E LOCAL: Estudo retrospectivo realizado na Karadeniz Technical University, Department of Obstetrics and Gynecology, and Department of Anaesthesiology and Reanimation, Trabzon, Turquia. MÉTODOS: 37 pacientes com a síndrome HELLP admitidas à unidade de cuidado intensivo obstétrico foram analisadas retrospectivamente entre 1992 e 2004. RESULTADOS: Todas as pacientes eram hipertensas, com escala Glasgow de coma média de 11 ± 3,96. A idade gestacional média no parto foi de 32 ± 4,09 semanas. O parto foi vaginal em 9 e por cesárea em 27 pacientes. Anestesia geral foi usada em 12 e loco-regional em 25 pacientes. Morbidades maternas incluíram a falência renal aguda (11%), coagulação intravascular disseminada (5%), edema agudo do pulmão (3%), ascite grave (11%), o derrame pleural (3%), síndrome respiratória aguda grave (11%), descolamento prematuro de placenta (11%), edema cerebral (8%) e hemorragia cerebral (40%). Todas as pacientes necessitaram de transfusão de produtos do sangue. Ocorreram 11 (30%) mortes maternas. CONCLUSÕES: Devido à alta morbidade e mortalidade maternas encontradas nas pacientes com síndrome HELLP, protocolos antenatais de acompanhamento devem ser aplicados de modo a se obter diagnóstico precoce e a de apressar a transferência para um departamento obstétrico onde a equipe de profissionais tenha perícia no campo.
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