Influência do turno laboral na formação de edema dos membros inferiores em indivíduos normais
- Autor(es):
Belczak, Cleusa Ema Quilici (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, Santa Casa de São Paulo. Faculdade de Ciências Médicas);
Godoy, José Maria Pereira de (FAMERP. Departamento de Cirurgia);
Ramos, Rubiana Neves (Centro Vascular João Belczak);
Oliveira, Márcia Aparecida de (Centro Vascular João Belczak);
Belczak, Sergio Quilici (Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo);
Caffaro, Roberto Augusto (Santa Casa de São Paulo. Faculdade de Ciências Médicas).
- Fonte:
Jornal Vascular Brasileiro; volume 7, número 3, páginas 225-230. Setembro 2008.
- Assuntos:
Edema;
insuficiência venosa;
fisiologia do trabalho;
turno laboral.
- Resumo:
CONTEXTO: A presença de edema vespertino nos membros inferiores de indivíduos normais, após jornada habitual de trabalho, foi demonstrada na literatura nacional e internacional. O ritmo de formação e o acúmulo desse edema variam de acordo com os distintos turnos laborais. OBJETIVO: O edema de membros inferiores tem sido descrito após jornadas habituais de trabalho e representa uma queixa freqüente na prática vascular. O objetivo deste estudo foi avaliar a evolução do edema em indivíduos normais durante os distintos turnos laborais. MÉTODO: Foram feitas avaliações volumétricas de ambos os membros inferiores em 20 profissionais da área da saúde do Hospital e Maternidade São Marcos de Maringá, no Paraná. A escolha dos participantes foi por ordem de chegada, e as volumetrias foram feitas por técnica de deslocamento de água às 7, 13 e 19 h. Para análise estatística foi utilizado o teste t de Student, considerando erro alfa de 5%. RESULTADO: Dos 20 participantes, 19 eram do sexo feminino e 1 do masculino, sem evidência de doença venosa nos membros inferiores e pertencentes a C0 e C1 da classificação CEAP (C = clínica, E = etiologia, A = segmento anatômico, P = fisiopatologia). As idades dos participantes variaram entre 20 e 53 anos. Detectou-se aumento significativo de volume nos membros inferiores entre os distintos períodos avaliados, com p = 0,0001 e 0,0001, respectivamente. A maior variação ocorreu no período da manhã, com média ± desvio padrão de 107,2±63,5 mL, enquanto que à tarde, a variação foi de 44,5±35,4 mL. CONCLUSÃO: O edema é uma constante durante atividades laborais, mesmo em pessoas sem doença venosa manifesta e sofre influência do turno laboral ao qual o trabalhador se encontra exposto.
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