Controle de qualidade interlaboratorial em imuno-histoquímica: citoceratinas e receptor de estrógeno como modelos
- Autor(es):
Alves, Venâncio Avancini Ferreira (Instituto Adolfo Lutz, Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Departamento de Patologia);
Leandro, Luciana de Oliveira (Coordenação dos Institutos de PesquisaCoordenação dos Institutos de Pesquisa);
Vassallo, José (Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas. Departamento de Anatomia Patológica);
Pereira, Emílio Marcelo (Laboratório Salomão e Zoppi);
Kanamura, Cristina Takami (Instituto Adolfo Lutz);
Wakamatsu, Alda (Instituto Adolfo Lutz);
Santos, Raimunda Telma de Macedo (Instituto Adolfo Lutz);
Nonogaki, Suely (Instituto Adolfo Lutz).
- Fonte:
Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial; volume 40, número 3, páginas 175-183. Junho 2004.
- Assuntos:
Imuno-histoquímica;
Controle de qualidade;
Citoceratinas;
Receptor de estrógeno.
- Resumo:
INTRODUÇÃO: O grande incremento do uso da imuno-histoquímica (IHQ) em numerosos laboratórios de anatomia patológica amplia o poder de resolução diagnóstica, mas traz certo grau de heterogeneidade de procedimentos e resultados. Seguindo recentes propostas da literatura internacional, participantes do Clube de IHQ da Sociedade Brasileira de Patologia desenvolvem ações de controle de qualidade, aplicando protocolos de sua rotina à pesquisa de antígenos que sirvam como indicadores de qualidade da reação. MATERIAL E MÉTODO: Um total de dez laboratórios participou das duas etapas deste estudo, cujos marcadores foram pancitoceratinas e receptores de estrógeno. Com lâminas controle recebidas dos laboratórios, cada participante efetuou a técnica de IHQ conforme sua prática diária, retornando as lâminas juntamente com o formulário de procedimento. A avaliação semiquantificada de 0 a 4 da intensidade da reação específica e de 0 a 3 da coloração de fundo e da qualidade da técnica histológica foram atribuídas individual e sigilosamente durante a projeção em data show em reunião do Clube de IHQ, gerando um escore final. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As variações na imunocoloração de citoceratinas e receptor de estrógeno não comprometeram sua detecção nas lâminas preparadas nos diversos laboratórios. Tais variações associaram-se à diversidade de sistemas de recuperação antigênica e de amplificação, resultando ora em imunopositividade menos intensa, ora em maior fundo. Outros estudos devem abordar questões de interpretação, incluindo-se critérios para semiquantificação.
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