Diagnóstico laboratorial das leucemias linfóides agudas
- Autor(es):
Farias, Mariela Granero (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul);
Castro, Simone Martins de (Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Farmácia).
- Fonte:
Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial; volume 40, número 2, páginas 91-98. Abril 2004.
- Assuntos:
Leucemia linfóide aguda;
Cromossomo;
Translocação;
Imunofenotipagem;
Prognóstico;
Diagnóstico.
- Resumo:
A leucemia linfóide aguda (LLA) é a forma mais comum de câncer na infância, compreendendo 70% dos casos; em adultos a incidência é de apenas 20%. A abordagem inicial do diagnóstico consiste no exame citomorfológico do sangue periférico e da medula óssea. O estudo imunofenotípico eleva para 99% o percentual de casos corretamente classificados, permitindo identificar a linhagem celular (T ou B) e os diferentes estágios de maturação da célula. Aproximadamente 20% dos casos são de origem de célula T; 75%, precursores de célula B; e 5%, de célula B madura. As técnicas citogenéticas têm contribuído de maneira fundamental para a compreensão da biologia molecular e do tratamento da LLA. As anormalidades cromossômicas, quando associadas ao painel de imunofenotipagem, constituem o parâmetro mais importante para a classificação das leucemias, e, juntamente com outros fatores clínicos e laboratoriais, possibilitam a estratificação dos pacientes em diferentes grupos de risco, tendo importância fundamental para determinar o prognóstico e estabelecer o tratamento adequado. O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão bibliográfica dos métodos laboratoriais através dos critérios morfológicos, citoquímicos, imunológicos, citogenéticos e de genética molecular, que são úteis para a classificação e o diagnóstico das leucemias linfóides agudas.
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