Avaliação de cultivares de mandioca, para consumo in natura, quanto à resistência à mancha parda da folha
- Autor(es):
Santos, Ronaldo P. (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Instituto de Agronomia. Departamento de Fitotecnia);
Carmo, Margarida Goréte F. do (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Instituto de Agronomia. Departamento de Fitotecnia);
Parraga, Mário S. (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Instituto de Agronomia. Departamento de Fitotecnia);
Macagnan, Dirceu (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Instituto de Agronomia. Departamento de Fitotecnia);
Lopes, Clarindo Aldo (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Instituto de Agronomia. Departamento de Fitotecnia).
- Fonte:
Horticultura Brasileira; volume 22, número 2, páginas 232-237. Junho 2004.
- Assuntos:
Cercosporidium henningsii;
Manihot esculenta;
resistência;
epidemiologia.
- Resumo:
Visando confirmar o agente etiológico da 'mancha-parda' e avaliar diferentes cultivares de mandioca quanto à resistência a doença e às características agronômicas e nutricionais no estado do Rio de Janeiro, realizaram-se dois ensaios em condições de campo, na UFRRJ. No primeiro, de fevereiro de 1997 a junho de 1998, avaliaram-se seis cultivares (Amarelinha, Marcos OP, IAC-264, Baiana, Mantiqueira e Sonora). No segundo, de janeiro a agosto de 1999, avaliaram-se as mesmas cultivares mais a 'Saracura' e Rosada de SC. Em ambos ensaios utilizou-se o delineamento de blocos ao acaso com três repetições. A intensidade de doença, originada a partir de infecção natural, foi quantificada a cada sete e 15 dias, e por ocasião da colheita, quando se estimaram a severidade e a incidência de folhas lesionadas, taxa de desfolha e número de folhas lesionadas. Com os dados de severidade e de incidência, construíram-se curvas e calcularam-se os valores da área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD), para as estimativas da severidade da doença e da incidência de folhas infectadas, respectivamente. Houve diferença entre as cultivares quanto à resistência à mancha parda da folha, causada por Cercosporidium henningsii. A 'Amarelinha' foi a mais suscetível e 'Baiana' e 'Sonora' as mais resistentes. Não houve, em geral, diferença significativa entre as cultivares quanto à produtividade e características das raízes, com destaque porém, para a cultivar Amarelinha que apresentou raízes mais uniformes e com maior peso médio. Houve correlação negativa e significativa entre a severidade da doença, expressa pelos valores da AACPD e número e peso das raízes.
- Acesse o texto completo (Português)
